Dulce, a versão doce do Bloody Mary

O suco de tomate é um ingrediente geralmente associado ao Bloody Mary, esse clássico da coquetelaria criado nos Estados Unidos, nos anos 1930, pelo barman francês Fernand Petiot. Mais ou menos na mesma época, no Brasil, tínhamos uma versão doce do Bloody Mary, descrita no livro “Drinkologia dos Estrangeiros” (1945), primeiro livro nacional sobre coquetéis….

O caipirinha orelhudo do quartel

“Caipira” é uma palavra de origem tupi, variante de “caapora”, que quer dizer “habitante do mato”. Foi usada pra dar nome ao drinque brasileiro mais famoso, porque este teria sido criado no interior de São Paulo (leia a história aqui). Antes do surgimento da Caipirinha, o Rabo de Galo era o principal representante da coquetelaria…

Batida Paulista, a versão carioca da Caipirinha

No livro “Drinkologia dos Estrangeiros” (1945), o diplomata Maurício Nabuco menciona que na primeira metade do século 20, fazia sucesso no Rio de Janeiro um drinque conhecido como “Batida Paulista”, feito de cachaça, limão e açúcar. Não é difícil imaginar que Nabuco esteja se referindo à Caipirinha, e que o coquetel não tivesse ainda se…

Água Imperial, a sidra brasileira de fermentação natural

A Água Imperial é uma espécie de sidra feita à base de abacaxi fermentado. Pelo que o nome indica, essa bebida existe desde o império, no interior de São Paulo, quando cidades do Vale do Paraíba eram passagem das comitivas da corte, pela Estrada Real. Ela é possivelmente uma variação do Aluá (ver abaixo), um…

Blue Blazer, o drinque pirotécnico

Em seu livro “How To Mix Drinks”, de 1862, Jerry Thomas, o “Professor” (imagem à esq.), adverte que o barman novato precisa praticar com água fria antes de tentar fazer este drinque flamejante em público. “Alguém que veja pela primeira vez um artista experiente a preparar esta bebida chegaria naturalmente à conclusão tratar-se de um…

Taça de coquetel: martini ou coupe?

Hoje, pode parecer que a taça cônica de martini é a peça mais emblemática da coquetelaria, mas nem sempre foi assim. O próprio James Bond demorou para aderir a essa moda… As taças de coquetel são usadas para servir os chamados “short drinks” —bebidas de concentração alcoólica mais alta e servidas sem pedras de gelo—,…

Copos e taças são tão importantes quanto a bebida

Se a gente reduzisse a coquetelaria a seus equipamentos estritamente necessários, é provável que sobrassem apenas os recipientes usados para beber: taças e copos. Existem, aliás, drinques que são preparados diretamente neles, como o Negroni e o Old Fashioned. Então, não seria exagero dizer que, na coquetelaria, copos e taças são tão importantes quanto os…

Giostra d’Alcol

Receita de polibibita do pintor futurista Enrico Prampolini (1894-1956), expoente máximo da “aeropintura” e do “idealismo cósmico”. O nome do drinque, que em português significa “carrossel de álcool”, sugere que ele deve ser ser apreciado como uma sucessão de sabores. Ingredientes: 6 cl de vinho tinto (Barbera d’Asti) 3 cl de Campari 3 cl de…

Avanvera

Esta polibibita pretende ser um manifesto sobre o colonialismo, em que os ingredientes representam o encontro da cultura italiana com o resto do mundo. A receita é de Cinzio Barosi, amigo de Marinetti e aviador aficionado —um hobby absolutamente em sintonia com o Futurismo, que incentivava abraçar todos os avanços tecnológicos do mundo moderno. A…

Pinga Fizz

Este drinque é mencionado na “Drinkologia dos Estrangeiros” de Maurício Nabuco, primeiro livro brasileiro de coquetelaria, editado em 1945. Segundo o autor, ele era servido no Hotel dos Estrangeiros como uma das variações possíveis da Batida Paulista, precursora da Caipirinha. É um clássico Fizz feito com cachaça. Ingredientes: 6 cl de cachaça 4 cl de suco…

Mad man original

Diz a lenda que, numa bela tarde de 1955, o fotógrafo Bert Stern passeava calmamente pelas ruas de Nova York, apreciando um drinque, quando teve uma epifania. Ele reparou que o reflexo dos prédios ao seu redor apareciam —por efeito da refração— invertidos dentro da taça. Ele andava às voltas com a concepção de uma…

Absinto: Como beber

O absinto é um aguardente feito com a infusão de álcool etílico (normalmente de cereais) com folhas de losna (a mesma que se usa para fazer vermute), erva doce e especiarias variadas. Sua graduação pode chegar a 70%, por isso, costuma-se misturar água ao absinto e até açúcar na hora de beber. Bebida por excelência…